Jararaca resgatada surpreende ao dar à luz 17 filhotes em universidade de MS

  • 27/01/2026
(Foto: Reprodução)
Jararaca resgatada surpreende ao dar à luz 17 filhotes em universidade de MS Uma jararaca-do-cerrado (Bothrops moojeni) deu à luz 17 filhotes na madrugada desta terça-feira (27), na Fazenda-Escola da Universidade Católica Dom Bosco (UCDB), em Campo Grande. A serpente foi resgatada em outubro do ano passado e estava sob cuidados do biotério da instituição. Veja o vídeo acima. O nascimento foi identificado durante a rotina diária de manejo do Biotério. A espécie é vivípara, ou seja, os filhotes se desenvolvem dentro do corpo da fêmea. O período de gestação varia de quatro a seis meses. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 MS no WhatsApp “Todos os dias temos uma rotina de verificar as caixas e ver se as cobras defecaram no papelão, se tomaram água, trocar o pote. Hoje, quando fui fazer a vistoria desse animal, verifiquei que estava com vários filhotinhos. A gente sabia que era uma fêmea, mas não que estava prenhe”, disse a estagiária Yasmin Domingos, do 5º semestre de Medicina Veterinária, responsável por encontrar os recém-nascidos. LEIA TAMBÉM Em detalhes, jiboia tem formas e cores filmadas em fase especial da vida Som de arrepiar: onça-pintada emite esturro poderoso em mata do Pantanal 'Rainha do Cerrado': estudo impulsiona produção de fruta rica em vitamina C e fortalece preservação de bioma Momento do parto Jararaca-do-cerrado dá à luz 17 filhotes Reprodução No momento do parto, a serpente estava na sala de quarentena, onde permanece por 90 dias antes de ser levada para a sala de produção de veneno. Segundo Yasmin, os filhotes já nascem aptos à sobrevivência. “As serpentes não possuem cuidado parental como os mamíferos. Eles não alimentam nem protegem os filhotes. Ao nascer, já estão preparados para a natureza. Todos foram identificados, pesados com cerca de 11 gramas, medem aproximadamente 15 centímetros e já possuem veneno funcional”, afirmou. A responsável pelo Biotério, a médica veterinária e bióloga, professora doutora Paula Helena Santa Rita, informou que os cuidados com os animais já começaram. “Os filhotes permanecerão em cativeiro e serão monitorados separadamente. Nos próximos sete dias eles estarão em observação, recebendo os cuidados necessários de umidade, de temperatura, recurso hídrico e muito em breve a alimentação. A mãe também continuará sendo monitorada, vai passar por ultrassom, vai receber suplementação”, explicou. Filhotes vão ajudar em pesquisa científica Segundo a professora, os filhotes terão papel importante em pesquisas científicas. “É uma serpente da região do Cerrado, sendo uma espécie muito visada pela biopirataria, justamente pela característica do veneno. A indústria farmacêutica tem muito interesse nele. É uma espécie muito ameaçada, assim como outras serpentes da fauna brasileira”, destacou. Ela acrescentou que o nascimento em cativeiro permite estudar o veneno dos filhotes, que é de difícil acesso na natureza devido à pequena quantidade produzida. “É possível estudar toda essa dinâmica do veneno desses animais, inclusive com componentes exclusivos, que podem ocorrer no período de filhote da espécie. Para a pesquisa é de grande valia”, completou. Atualmente, o Biotério da UCDB mantém mais de 400 serpentes de várias espécies. Desse total, 360 são peçonhentas. Entre elas, há 33 urutus-cruzeiro, espécie nativa do Cerrado. Veja vídeos Mato Grosso do Sul:

FONTE: https://g1.globo.com/ms/mato-grosso-do-sul/noticia/2026/01/27/jararaca-resgatada-surpreende-ao-dar-a-luz-17-filhotes-em-universidade-de-ms.ghtml


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